YASMIN BRAZÃO DOS SANTOS -
Gato Preto
Eu me casei bem cedo, com um homem que amava os animais. Em nossa casa, havia muitos animaizinhos, mas o favorito dele era o gato preto, cujo nome era Pluto.
Com o tempo ele foi ficando com o vício do alcoolismo, e isso fez com que ele mudasse seu comportamento de um modo absurdo, começou a ficar grosseiro e arredio. Ele começou a me agredir fisicamente e também aos nossos animais, menos Pluto, pois ele ainda o tinha consideração.
Em um dia, meu marido estava atordoado, qualquer coisa que fazíamos, ele achava que era com ele. E Pluto o seguia, e por acaso passou entre suas pernas, e isso o fez ficar com raiva. Irritado, tirou seu bolso um canivete, e o arrancou um olho.
Passando alguns dias, meu marido, cada vez mais alcoolizado e grosseiro, percebe que Pluto começa a ignorá-lo. E, por consequência, decide enforcá-lo.
Depois de um tempo da morte de Pluto, a alma começa assombrar meu esposo. Vocês devem se perguntar o porquê de eu ainda estava com ele depois de tudo isso. Sabe, eu o amava, e não tinha nenhuma família além dele.
Em um dos bares mais sujos e pobres da cidade, estava meu marido, bebendo como de costume, de repente ele encontra um gato preto, quase igual a Pluto. O animal tinha um olho também, a única diferença era uma mancha branca no peito que esse novo gato tinha. Meu marido o levou para casa, pois queria colocá-lo no lugar de Pluto, e por consequência, seu nome também seria tal. Eu me apaixonei por ele, mas acreditava que ele era o espírito de Pluto, querendo se vingar de quem o matou.
Chegando em casa, em um final de tarde bêbado, como sempre, mais atordoado do que de costume, com raiva do gato por estar distante. Pega um machado com a intenção de matá-lo, mas antes que cometesse tal ato, segurei seu braço e então caí, morta no chão ,pois eu havia levado uma machadada em minha cabeça de meu querido esposo.
Sem saber o que iria fazer para me enterrar, vem uma ideia em sua cabeça. Me colocar em uma parede falsa, como faziam os egípcios, porém, sem ele perceber, o gato entra na parede junto comigo.
Depois de uns três ou quatro dias de minha morte, aparece na casa investigadores, pois alguém teria feito uma denúncia anônima. Meu esposo, tranquilo, os atende calmamente e os acompanha em vossas buscas. Meu marido querendo falar algo, começa a falar sobre a casa, e, por acaso, ele bate na parede com uma bengala. Os investigadores já estavam indo embora, quando ouvem um gemido e voltam para ver o que era, então derrubam a parede e encontram meu corpo e junto estava Pluto, vivo, pois ele deu o gemido.
Na manhã seguinte, Pluto fugira. E meu marido seria julgado e morto em uma cadeira elétrica. Finalmente, eu teria paz e descanso que tanto mereci.
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